Na introdução os autores destacam
como o trabalho em equipe tem sido percebido como vantagem competitiva para
promover um ótimo desempenho das organizações e o como a cultura da mesma pode
interferir diretamente no desempenho das equipes, e consequentemente, no
sucesso empresarial.
Logo depois começa a ser trabalhado
o referencial teórico. Onde logo de cara é fala-se sobre as equipes de
trabalho. Neste sentido, destaca-se as duas visões sobre grupos e equipes, onde
uma considera que grupos e equipes são conceitos diferente e outra trata os dois
como sinônimos. Ainda neste tópico, aborda-se os tipos de equipe. Que de acordo
com Parker (1995) tem equipes de acordo com o tempo de duração, são elas
equipes permanente e equipes temporárias; e equipes que dizem respeito à titularidade,
podendo ser funcional, composta pelo líder e seus subordinados diretos; multifuncional,
que combina um conjunto de habilidades complementares ou autogerenciável,
aquela em que seus membros são responsáveis pela execução do trabalho, pela
melhoria das operações, pelo planejamento e controle das atividades, bem como pelo
seu próprio gerenciamento. Já Robbins (2005) propõe uma classificação baseada
nos motivos de formação da equipe, como equipes de interesse, equipes de
amizade, equipes de comando e equipes de tarefas.
Seguindo o referencial, fala-se sobre
a cultura organizacional, onde devido aos cenários ambientais de sucessivas
transformações, a gestão da cultura e mudança organizacional torna-se um
elemento fundamental na busca do sucesso empresarial.
Este sucesso empresarial no
contexto contemporâneo (parte 3 do referencial), está diretamente relacionado
com a geração de valor e vantagem competitiva para a organização. E para que a
empresa possa verificar se atingiu o
sucesso, é necessário definir correta e completamente seus objetivos. Afinal,
eles constituirão o fundamento para os critérios a serem adotados como
indicadores do sucesso empresarial.
Depois é formado um modelo Conceitual para Análise de
Relações entre Desenvolvimento de Equipes de Excelência e Sucesso Empresarial.
E de acordo com os autores, quanto mais critérios de desenvolvimento de equipes
forem adotados pela política de gestão da empresa, melhor será o desempenho dos
membros da equipe e, conseqüentemente, o desempenho organizacional. Com isso,
mais satisfatória será a contribuição para o alcance do sucesso empresarial. E,
com base no modelo conceitual apresentado, surge a proposição inicial a ser
verificada: equipes de excelência contribuem para o sucesso empresarial e necessitam
estar inseridas em políticas e práticas de desenvolvimento de equipes no âmbito
das diretrizes estratégicas de gestão.
Na metodologia, utilizou-se como amostra, 23 empresas
de médio e grande porte de Juiz de Fora, afiliadas à Federação das Indústrias
do Estado de Minas Gerais – Regional Zona da Mata.
E verificou-se que quanto à presença de conteúdos
referentes a desenvolvimento de equipes nas diretrizes estratégicas da empresa,
nota-se que as empresas incluem, principalmente, cuidados operacionais voltados
para técnicas de solução de problemas; otimização do ciclo de trabalho; definição
de metas e papéis para cada membro; existência de liderança efetiva; e
organização.
E, objetivando identificar ações que visam o alcance
de equipes de excelência, foi encontrado que as empresas apostam,
essencialmente, no desenvolvimento de habilidades de comunicação entre membros
da equipe, incluindo lideranças; acreditam que o melhor é motivar os membros;
confiam na capacitação técnica da equipe; preferem desenvolver lideranças; e
acreditam em uma maior transparência nas diretrizes estratégicas da empresa.
Neste trabalho, foi possível observar, por meio da
interpretação dos dados coletados, que o desenvolvimento de equipes é
considerado, pelos gestores de recursos humanos, um fator importante para o
alcance do sucesso empresarial. Devido a este fato, são adotadas práticas de desenvolvimento
de equipes, mesmo que em menor escala e não cumprindo os procedimentos considerados
ideais para tal. Assim, faz-se necessário refletir sobre quais os indicadores de
sucesso empresarial serão mais adequados adotar para cada organização, de
acordo com o seu foco.

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