sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

EQUIPES EFICAZES

O nosso processo de socialização só se dá na convivência com outras pessoas, seja na família, na escola, na igreja ou em outras instituições. Ou seja, para a nossa formação é necessário aprender atitudes e comportamentos existentes na sociedade que vão de acordo com a ética e moral da mesma. Assim, nascemos inseridos em grupos que também são chamados de equipes.
Há algumas divergências ao se utilizar grupos e equipes como sinônimos. Algumas correntes defendem que essas palavras possuem o mesmo significado. Já outras, acreditam que nem sempre a união de pessoas é uma equipe. Para ser uma equipe as pessoas devem ter um objetivo comum e decidir como atingirão esse objetivo. Muitas vezes essas pessoas possuem habilidades complementares. 
Nas organizações as equipes são extremamente importantes e podem ser vistas até mesmo como uma vantagem competitiva quando bem desenvolvidas. Atualmente, somente o recurso financeiro não faz com que uma empresa se dê bem no mercado, é necessário ter bons recursos humanos. Assim, as empresas buscam pessoas que possam agregar valor as suas equipes e fazer com que ela se sobressaia entre as concorrentes.
Para se ter uma boa equipe uma dos principais fatores é a motivação da mesma. Ela faz as pessoas "funcionarem", que é algo fundamental para que se alcance equipes eficazes. Nesse sentido, é importante que o responsável da equipe busque incentivar seus membros e tente elevar a satisfação profissional deles.
Buscar aumentar a satisfação de um funcionário não é apenas recompensá-lo monetariamente, e infelizmente, muitas organizações ainda pensam assim. Até porque o incentivo financeiro funciona a curto prazo. Uma maneira mais eficiente e simples de mexer com a satisfação de um trabalhador é dar espaço para que ele participe das decisões que os afetem, por exemplo. Isso aumenta a autoestima dos funcionários, eles se sentem mais motivados e com mais autonomia, além de se tornarem mais produtivos.
A motivação não mexe apenas com a satisfação individual, mas com a satisfação da equipe, pois, melhora o relacionamento entre os participantes, a sinergia do grupo. Assim, uma equipe motivada alcança resultados e metas antes tidas como impossíveis. Desta forma, o funcionário sai ganhando e empresa também.
Para se ter uma equipe não só motivada, mas uma equipe sólida, é necessário ainda que o gestor incentive que a mesma compartilhe conhecimento entre si. Desta forma, todos da equipe poderão desempenhar uma função com a mesma qualidade. Guardar conhecimento é dar um “tiro no próprio pé”, pois, pessoas com mais conhecimento tem ideias e pensamentos melhores e não se contentam com a mediocridade. O que é fundamental para que os objetivos da empresa sejam alcançados.
Deve-se destacar também a importância de recompensar os esforçados que tem a ver com a motivação. Embora elogios sejam muito bem-vindos, reconhecer o papel do funcionário com uma experiência enriquecedora fará com que outros se esforcem da mesma maneira para alcançar as metas da empresa. Tal experiência pode se dar através de um curso, viagem, bônus, etc. Não precisa ser algo relacionado a dinheiro, pode ser algo que fará com que ele se desenvolva e desenvolva a empresa também.
E por último, mas não menos importante, o líder precisa saber delegar as tarefas para os membros da equipe. Primeiro: para a pessoa entender o que ela precisa fazer ela também precisa saber o que se pretende alcançar, ou seja, a meta. Desse jeito é mais fácil para o funcionário compreender sua função, pois, é como se ele conseguisse visualizar mentalmente todo o processo. E além disso, procurar saber se o funcionário realmente entendeu e o que ele entendeu.
E, na hora de delegar ainda é importante pensar no que aquela tarefa vai acrescentar para a pessoa, deve-se delegar para o desenvolvimento do funcionário. E de acordo com sua maturidade profissional acompanhar mais de perto ou dar mais liberdade. Mas de qualquer forma é imprescindível o acompanhamento.
Assim, conclui-se que uma equipe eficaz se dá com uma equipe motivada. Se uma empresa realmente se preocupa com os seus funcionários, ela irá procurar tratá-los da melhor maneira possível e ouvi-los. Pois, quando os funcionários estão felizes dentro de uma organização eles dão o seu melhor fazendo com que a produtividade da organização cresça significativamente e a rotatividade diminua.

PS: Tenho certeza que se você acompanhou o blog durante esse semestre deve ter aprendido tudo isso, assim como eu e poderá colocar em prática. Obrigada!

Gestão de equipes no trabalho contemporâneo

Encontrei um artigo excelente que fala sobre os processos grupais e a gestão de equipes no trabalho contemporâneo, escrito por Magda Capellão Kaspary e Nedio Antonio Seminotti ambos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
O artigo propõe algumas reflexões sobre possíveis aproximações e distanciamentos
entre os saberes sobre os processos grupais e gestão de equipes.
Ainda que os conhecimentos sobre processos grupais e gestão de equipes estejam
muito distanciados e pertençam a áreas do conhecimento diferentes, a saber,
a psicologia e a administração, eles entendem que pontes podem ser estabelecidas
entre ambos, uma vez que, sejam grupos ou equipes, está se falando de pessoas
em relação de vida e de trabalho. No ambiente empresarial, a preocupação com
resultados reifica uma ideologia sobre equipes verdadeiras, das quais se esperam
eficiência e eficácia, porém parece haver pouco espaço para incluir, concomitantemente,
a reflexão sobre a relação de vida no trabalho, trazendo com isso um
prejuízo à subjetividade. A contemporaneidade imerge a gestão de equipes num
jogo de forças entre o individual e o coletivo, entre a carreira e o si (autorreflexão),
entre a vida e o trabalho.
Os autores defendem a possibilidade da dialógica entre os conceitos de gestão de equipes, processos grupais e seus contextos por meio dos modos de conhecimento por compreensão e explicação.
Para ler o artigo acesse o link: http://www.scielo.br/pdf/ram/v13n2/02.pdf
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